Mamita Candelaria

Aristoteles Barcelos Neto

 
Todos os anos, durante o mês de fevereiro, a cidade de Puno no Peru realiza o intenso e dispendioso ciclo de celebrações à Nossa Senhora da Candelária, ou Mamita Candelaria, o qual é levado a cabo por mais de 200 grupos de danças divididos em duas grandes categorias: Danzas Autoctonas e Danzas de Trajes de Luzes. A dança, forma devocional preferida da Mamita, é dita ser a experiência fundante da "história" e seu modo narrativo mais completo, um tipo de embodied history. Um extenso conjunto de personagens rituais dramatizam uma síntese que rememora os sujeitos (deuses andinos, escravos africanos, povos indígenas pre-inca, entre outros) que deixaram sua marca em pacha (espaço-tempo) através de seu callpa (esforço, trabalho). Esses personagens produzem, através de suas danças, um elo direto entre a Mamita e a multitude de devotos non-danzantes. Esse ensaio apresenta imagens dos desfiles e procissões tendo como foco o cinquentenário do famoso grupo de Morenada Rey Moreno Laykakota, celebrado em 2012.
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